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SOBRE O AUTOR

Michael Almeida

Eu sou o Michael Almeida — apaixonado por chocolate, bolos e tudo o que envolve transformar ingredientes simples em algo especial.  Sou Formador, Confeiteiro, Chocolateiro e Cake Artist, e criei este espaço para partilhar o que mais gosto de fazer: criar e ensinar. Aqui vais encontrar receitas fáceis e deliciosas, feitas de raiz com ingredientes de qualidade e sempre com aquele toque de criatividade que torna cada detalhe único. Se gostas de meter as mãos na massa, aprender novas técnicas e dar asas à imaginação, estás no sítio certo.


Explora, inspira-te e deixa a tua doçura ganhar forma. Aqui, cada receita tem um pedacinho de mim — e muito sabor para partilhar!

Pastéis de feijão


bolo de batata doce


Esta é daquelas receitas que mostram, de forma muito clara, o engenho da doçaria tradicional portuguesa. Os pastéis de feijão têm origem em Torres Vedras, na região Oeste, e remontam ao século XIX, estando ligados à tradição conventual e ao aproveitamento inteligente de ingredientes simples e acessíveis. Ao longo do tempo, tornaram-se um verdadeiro símbolo da região, mantendo até hoje a sua identidade única.


O uso do feijão branco pode surpreender à primeira vista, mas transforma-se completamente no resultado final. Não se destaca no sabor nem se identifica de forma direta, mas é ele que dá estrutura ao recheio e cria uma textura cremosa e muito característica. É um exemplo perfeito de como a tradição consegue elevar ingredientes humildes através da técnica.


Sempre que preparo estes pastéis, há dois pontos dos quais não abdico e onde sei que tudo se decide.

O primeiro é a calda de açúcar em ponto pérola. Este ponto é absolutamente determinante para a consistência do recheio. Se a calda ficar abaixo do ponto, o creme não ganha estrutura. Se passar do ponto, torna-se pesado e perde leveza. É um equilíbrio delicado que exige atenção e prática.


O segundo ponto essencial é a massa folhada e a sua estrutura laminada. É essa organização em camadas que permite o crescimento no forno e cria uma textura estaladiça e leve. Quando bem trabalhada, a massa separa-se em folhas finíssimas, resultando numa sensação crocante e delicada.

Por outro lado, pequenos erros comprometem facilmente o resultado. Pressionar demasiado, trabalhar a massa em excesso ou utilizá-la quente pode destruir as camadas e impedir o desenvolvimento correto no forno.

Ainda assim, existe sempre uma alternativa prática: a massa folhada pronta, que quando bem utilizada permite obter resultados bastante satisfatórios.


Outro aspeto que torna estes pastéis especiais é o contraste de texturas. De um lado, uma superfície ligeiramente caramelizada e crocante; do outro, um interior cremoso, rico e sedoso. A base folhada acrescenta leveza e estrutura, criando um equilíbrio que transforma algo simples num pastel memorável.


No fundo, é uma receita que vive dos detalhes. Não é complexa, mas exige atenção e respeito por cada etapa. É precisamente isso que a torna tão interessante, porque recompensa de forma generosa quando tudo está no ponto certo.


Espero que esta receita faça parte de bons momentos na tua cozinha, festas e ocasiões especiais.

Obrigado por estares desse lado.

Bom proveito!

— Michael Almeida —


Função dos Ingredientes na receita:

  • Massa folhada – estrutura exterior crocante; se faltar, não há base; pode ser caseira ou de compra

  • Açúcar – adoça e dá estrutura ao recheio; se faltar, não solidifica corretamente

  • Água – permite formar a calda; se faltar, não há ponto de açúcar

  • Feijão branco – base cremosa e estrutural; se faltar, perde textura clássica; pode substituir parcialmente por grão ou amêndoa

  • Gemas de ovo – ligam e enriquecem o recheio; se faltar, perde cremosidade e estrutura

  • Farinha de amêndoa – intensifica sabor e textura; se faltar, recheio mais simples e menos aromático; pode substituir por mais feijão ou farinha comum

  • Farinha – acabamento e ligeira crosta; opcional mas tradicional

  • Açúcar em pó – acabamento e ligeira crosta; opcional mas tradicional


Pastéis de feijão

Tempo de preparação: 

25 minutos

Tempo de cozedura: 

cerca de 25 minutos

Tempo de repouso:

1 hora

Tempo Total: 

~1h50

Rendimento:

cerca de 8-10 unidades

Dificuldade:

Intermédia

Conservação:

até 2 dias à temperatura ambiente

salame prodigio

>> Ingredientes:

  • Folha de massa folhada (para forrar as formas)

  • Açúcar – 250 g

  • Água – 125 ml

  • Feijão branco cozido e escorrido – 100 g

  • Gemas de ovo – 6 uni (≈ 110–120 g)

  • Farinha de amêndoa – 60 g

  • Farinha – q.b. para polvilhar

  • Açúcar em pó – q.b. para polvilhar


>>Modo de Preparação:

  1. Preparar forno: Pré-aqueça o forno a 215 ºC.

  2. Forrar as formas com massa folhada (método tradicional): Enrole a massa folhada formando um rolo apertado. Corte porções com cerca de 2–3 cm. Coloque cada porção no centro da forma com o corte virado para cima.

  3. Moldar a massa: Pressione com os polegares do centro para as laterais, rodando a forma. A massa deve subir pelas laterais sem ser esticada.

  4. Ajustar espessuras: Base fina (2–3 mm), laterais mais espessas (3–5 mm).

  5. Refrigerar: Leve ao frio alguns minutos para estabilizar.

  6. Preparar calda: Leve o açúcar e a água ao lume até ponto pérola (108–109 ºC). Retire.

  7. Preparar base: Triture o feijão com as gemas até obter mistura homogénea.

  8. Adicionar secos: Incorpore a farinha de amêndoa, misturando bem.

  9. Adicionar calda: Verta a calda quente em fio, mexendo sempre até incorporar.

  10. Arrefecer: Leve ao frio cerca de 1 hora.

  11. Preparar recheio: Mexa novamente até obter textura lisa e uniforme.

  12. Encher formas: Distribua o recheio pelas formas forradas até cerca de ¾ da capacidade total.

  13. Polvilhar: Polvilhe uma camada fina de farinha e depois de açúcar em pó.

  14. Cozer: Leve ao forno na prateleira inferior durante cerca de 25 minutos.

  15. Arrefecer: Deixe arrefecer ligeiramente e desenforme.


Como saber se está no ponto?

  • Massa folhada bem dourada e estaladiça

  • Superfície ligeiramente caramelizada

  • Recheio firme nas bordas e ligeiramente cremoso no centro





Notas

  • A calda é o elemento estruturante do recheio

  • A farinha de amêndoa altera ligeiramente a textura final (mais cremosa)

  • Não encher demasiado as formas

  • Forno forte é essencial para massa folhada correta


Dicas

  • Feijão bem triturado: evita grumos no recheio

  • Calda em ponto certo: garante estrutura sem secar

  • Massa folhada fria: mais fácil de trabalhar e mais crocante

  • Centro mais fino: ajuda a cozedura uniforme

  • Desenformar morno: evita condensação


Sugestões/Variações

  • Aromatizar com baunilha ou canela

  • Substituir parte do feijão por grão para variação de sabor

  • Servir com café expresso ou vinho do Porto

  • Adicionar raspa de limão para frescura

👉 Se preparou esta receita, partilhe o resultado!

👉 Identifique @bymike.pt e use #ByMike


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SOBRE O AUTOR

Michael Almeida

Eu sou o Michael Almeida — apaixonado por chocolate, bolos e tudo o que envolve transformar ingredientes simples em algo especial.  Sou Formador, Confeiteiro, Chocolateiro e Cake Artist, e criei este espaço para partilhar o que mais gosto de fazer: criar e ensinar. Aqui vais encontrar receitas fáceis e deliciosas, feitas de raiz com ingredientes de qualidade e sempre com aquele toque de criatividade que torna cada detalhe único. Se gostas de meter as mãos na massa, aprender novas técnicas e dar asas à imaginação, estás no sítio certo.


Explora, inspira-te e deixa a tua doçura ganhar forma. Aqui, cada receita tem um pedacinho de mim — e muito sabor para partilhar!

Pastéis de feijão

  • Foto do escritor: Michael Almeida
    Michael Almeida
  • 24 de abr.
  • 4 min de leitura

bolo de batata doce


Esta é daquelas receitas que mostram, de forma muito clara, o engenho da doçaria tradicional portuguesa. Os pastéis de feijão têm origem em Torres Vedras, na região Oeste, e remontam ao século XIX, estando ligados à tradição conventual e ao aproveitamento inteligente de ingredientes simples e acessíveis. Ao longo do tempo, tornaram-se um verdadeiro símbolo da região, mantendo até hoje a sua identidade única.


O uso do feijão branco pode surpreender à primeira vista, mas transforma-se completamente no resultado final. Não se destaca no sabor nem se identifica de forma direta, mas é ele que dá estrutura ao recheio e cria uma textura cremosa e muito característica. É um exemplo perfeito de como a tradição consegue elevar ingredientes humildes através da técnica.


Sempre que preparo estes pastéis, há dois pontos dos quais não abdico e onde sei que tudo se decide.

O primeiro é a calda de açúcar em ponto pérola. Este ponto é absolutamente determinante para a consistência do recheio. Se a calda ficar abaixo do ponto, o creme não ganha estrutura. Se passar do ponto, torna-se pesado e perde leveza. É um equilíbrio delicado que exige atenção e prática.


O segundo ponto essencial é a massa folhada e a sua estrutura laminada. É essa organização em camadas que permite o crescimento no forno e cria uma textura estaladiça e leve. Quando bem trabalhada, a massa separa-se em folhas finíssimas, resultando numa sensação crocante e delicada.

Por outro lado, pequenos erros comprometem facilmente o resultado. Pressionar demasiado, trabalhar a massa em excesso ou utilizá-la quente pode destruir as camadas e impedir o desenvolvimento correto no forno.

Ainda assim, existe sempre uma alternativa prática: a massa folhada pronta, que quando bem utilizada permite obter resultados bastante satisfatórios.


Outro aspeto que torna estes pastéis especiais é o contraste de texturas. De um lado, uma superfície ligeiramente caramelizada e crocante; do outro, um interior cremoso, rico e sedoso. A base folhada acrescenta leveza e estrutura, criando um equilíbrio que transforma algo simples num pastel memorável.


No fundo, é uma receita que vive dos detalhes. Não é complexa, mas exige atenção e respeito por cada etapa. É precisamente isso que a torna tão interessante, porque recompensa de forma generosa quando tudo está no ponto certo.


Espero que esta receita faça parte de bons momentos na tua cozinha, festas e ocasiões especiais.

Obrigado por estares desse lado.

Bom proveito!

— Michael Almeida —


Função dos Ingredientes na receita:

  • Massa folhada – estrutura exterior crocante; se faltar, não há base; pode ser caseira ou de compra

  • Açúcar – adoça e dá estrutura ao recheio; se faltar, não solidifica corretamente

  • Água – permite formar a calda; se faltar, não há ponto de açúcar

  • Feijão branco – base cremosa e estrutural; se faltar, perde textura clássica; pode substituir parcialmente por grão ou amêndoa

  • Gemas de ovo – ligam e enriquecem o recheio; se faltar, perde cremosidade e estrutura

  • Farinha de amêndoa – intensifica sabor e textura; se faltar, recheio mais simples e menos aromático; pode substituir por mais feijão ou farinha comum

  • Farinha – acabamento e ligeira crosta; opcional mas tradicional

  • Açúcar em pó – acabamento e ligeira crosta; opcional mas tradicional


Pastéis de feijão

Tempo de preparação: 

25 minutos

Tempo de cozedura: 

cerca de 25 minutos

Tempo de repouso:

1 hora

Tempo Total: 

~1h50

Rendimento:

cerca de 8-10 unidades

Dificuldade:

Intermédia

Conservação:

até 2 dias à temperatura ambiente

salame prodigio

>> Ingredientes:

  • Folha de massa folhada (para forrar as formas)

  • Açúcar – 250 g

  • Água – 125 ml

  • Feijão branco cozido e escorrido – 100 g

  • Gemas de ovo – 6 uni (≈ 110–120 g)

  • Farinha de amêndoa – 60 g

  • Farinha – q.b. para polvilhar

  • Açúcar em pó – q.b. para polvilhar


>>Modo de Preparação:

  1. Preparar forno: Pré-aqueça o forno a 215 ºC.

  2. Forrar as formas com massa folhada (método tradicional): Enrole a massa folhada formando um rolo apertado. Corte porções com cerca de 2–3 cm. Coloque cada porção no centro da forma com o corte virado para cima.

  3. Moldar a massa: Pressione com os polegares do centro para as laterais, rodando a forma. A massa deve subir pelas laterais sem ser esticada.

  4. Ajustar espessuras: Base fina (2–3 mm), laterais mais espessas (3–5 mm).

  5. Refrigerar: Leve ao frio alguns minutos para estabilizar.

  6. Preparar calda: Leve o açúcar e a água ao lume até ponto pérola (108–109 ºC). Retire.

  7. Preparar base: Triture o feijão com as gemas até obter mistura homogénea.

  8. Adicionar secos: Incorpore a farinha de amêndoa, misturando bem.

  9. Adicionar calda: Verta a calda quente em fio, mexendo sempre até incorporar.

  10. Arrefecer: Leve ao frio cerca de 1 hora.

  11. Preparar recheio: Mexa novamente até obter textura lisa e uniforme.

  12. Encher formas: Distribua o recheio pelas formas forradas até cerca de ¾ da capacidade total.

  13. Polvilhar: Polvilhe uma camada fina de farinha e depois de açúcar em pó.

  14. Cozer: Leve ao forno na prateleira inferior durante cerca de 25 minutos.

  15. Arrefecer: Deixe arrefecer ligeiramente e desenforme.


Como saber se está no ponto?

  • Massa folhada bem dourada e estaladiça

  • Superfície ligeiramente caramelizada

  • Recheio firme nas bordas e ligeiramente cremoso no centro





Notas

  • A calda é o elemento estruturante do recheio

  • A farinha de amêndoa altera ligeiramente a textura final (mais cremosa)

  • Não encher demasiado as formas

  • Forno forte é essencial para massa folhada correta


Dicas

  • Feijão bem triturado: evita grumos no recheio

  • Calda em ponto certo: garante estrutura sem secar

  • Massa folhada fria: mais fácil de trabalhar e mais crocante

  • Centro mais fino: ajuda a cozedura uniforme

  • Desenformar morno: evita condensação


Sugestões/Variações

  • Aromatizar com baunilha ou canela

  • Substituir parte do feijão por grão para variação de sabor

  • Servir com café expresso ou vinho do Porto

  • Adicionar raspa de limão para frescura

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